Raphael Baldi in Journey 5 minutos

Feliz 2022!

E 2021 acabou, assim como a primeira semana de 2022. O que ainda não acabou foi a pandemia do COVID-19. Hoje decidi investir tempo em refletir sobre o ano que se encerrou 10 dias atrás e a semana que deixamos para trás no último sábado. Sim, vamos combinar que as semanas começam no domingo e terminam no sábado por aqui. E, sim, vamos combinar que o tempo que utilizamos para refletir sobre nossas vidas é investimento e não gasto.

2021 foi um ano de muito aprendizado. Investi muito tempo no meu MBA Executivo, com Ênfase em Liderança e Inovação, pela FGV. Muito tempo mesmo! Foram mais de 400 horas de aula, muito material de apoio, muitos livros e apostilas e muitos trabalhos. Cheguei no final do ano cansado, tendo em vista que utilizei a maioria das noites e finais de semana para estudar e me aperfeiçoar, além do trabalho na Aquiris, obviamente.

Nas últimas horas de 2021 sentei com a Isa para avaliarmos o ano e escrevermos nossas resoluções. Percebi que, mais uma vez, entrei em um curso mais pela inércia do que pela necessidade real. Não que eu não precise me desenvolver e me aperfeiçoar, mas eu deveria ter analisado criticamente meu momento de vida e carreira antes de pular de cabeça em mais um MBA. Em 2020 eu conclui um MBA na Sonata Leadership Academy, logo depois de ter concluído meu bacharelado em Ciência da Computação na PUCRS, em 2018. Percebi que desde o momento em que ingressei na primeira série do ensino fundamental, em 1991, nunca deixei de ter algum tipo de educação formal em andamento. Excetuando, claro, um ou outro semestre que tranquei para me concentrar em minha carreira.

Minha pergunta foi: por que não me dei tempo? A resposta, por mais dolorosa que seja, é simples: tenho medo de não seguir crescendo se eu não tiver a cobrança constante de um curso. Com essa resposta, vieram novas perguntas: estou crescendo para onde? Qual minha meta de vida? Qual meu grande objetivo? Talvez eu esteja chegando na mítica crise dos 401. Penso que na realidade eu sigo na minha busca por maior certeza sobre as minhas escolhas e sobre a minha vida. Afinal, essa é única forma de termos satisfação e sermos felizes no tempo que temos por aqui. Mas isso é assunto para outra hora.

A reflexão de 2021 serviu para que eu analisasse concretamente o que quero fazer a seguir. Nem tanto em 2022, mas para a minha vida. Concluí o exercício com uma lista de palavras que eu quero que me descrevam no futuro. Considero que são meus grandes objetivos de vida:

  • Artista: quero me reconectar com uma área que sempre existiu em minha família, mas sempre foi tabu. Acredito que manter a distância das artes foi um âncora no desenvolvimento pessoal de meu pai e o é também no meu caso. Quero, através da arte, expor a minha percepção do mundo aos outros e, talvez, impactá-los no processo.
  • Atleta amador: quero ter saúde para aproveitar a vida, principalmente depois dos 40 anos.
  • Bibliófilo: quero ter condições de manter conversas interessantes e ter um repositório de conhecimentos que me permita resolver problemas das mais diversas naturezas, sendo capaz de abordá-los sob os mais variados pontos de vista.
  • Líder/gestor: quero inspirar pessoas e ajudá-las a atingirem seu potencial. Quero aplicar os meus conhecimentos na gestão de negócios duradouros.
  • Poliglota: quero ter a capacidade de me conectar com pessoas do mundo todo. Quero ser capaz de entender as diferenças culturais e linguísticas que movem as sociedades.
  • Viajante: quero ter experiências diversas e conhecer lugares únicos. Quero entender o que move as pessoas ao redor do mundo e a forma como elas levam suas vidas. Quero buscar inspiração.

Essas palavras são objetivos e direcionadores para a minha vida. Com esses itens em mente, cheguei no final da primeira semana do ano com alguns bons resultados:

  • Comecei e terminei a leitura do livro Cara da Foto.
  • Comecei a ler o Leia isto se quer fazer fotos incríveis.
  • Terminei os dois últimos trabalhos do MBA, para as disciplinas de Neurobusiness e Coaching e Mentoring.
  • Reativei o meu blog pessoal (este que você lê agora).
  • Reativei o blog do GGDevCast - meu podcast sobre carreira e desenvolvimento de jogos - e retomei o planejamento das gravações.
  • Voltei a estudar francês no Duolingo e já estou com uma ofensiva (dias seguidos no aplicativo) de 10 dias. Me segue por lá!
  • Coloquei meus Podcasts em dia (escuto vários, então essa é uma meta audaciosa).

Ainda preciso desdobrar esses objetivos em metas de curto e longo prazo. Entendo, no entanto, que diversos projetos se ramificam diretamente a partir deles: seguir me desenvolvendo como Diretor de Tecnologia (CTO) na Aquiris, ler mais (e compartilhar minhas leituras), estudar e praticar fotografia (a arte que mais me toca, hoje), reativar o GGDevCast (é um projeto que impacta muitas pessoas e está alinhado com minha vontade de liderar), seguir aprendendo idiomas (para seguir meu caminho para me tornar um poliglota), escrever mais sobre tudo (também conectado com as artes) e planejar as próximas viagens. Ainda tem o espaço da atividade física, com a meta de ser um atleta amador (ainda não decidi de que modalidade).

Meu blog, espero, vai servir como um lembrete das minhas decisões e um espaço de reflexão. Se algo que eu escrevo por aqui te impactar de alguma forma, deixa teu comentário e bora conversar sobre a vida, o universo e tudo mais.

  1. Infurna et. al. (2020)2 determinaram que a crise da meia idade só atinge entre 10% e 20% da população e, sendo assim, é um mito não fundamentado cientificamente. 

  2. Infurna FJ, Gerstorf D, Lachman ME. Midlife in the 2020s: Opportunities and challenges. Am Psychol. 2020;75(4):470-485. doi:10.1037/amp0000591 Disponível em https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC7347230/